Pessoas, pessoas, pessoas e pessoas, e ainda, muitas mais pessoas. Uma multidão de diferença

tallerAntonioCamoes

1. Os conteúdos de um título

A repetição da palavra-conceito “pessoa” no título, resulta maçadora e pouco clara, mas tem um conteúdo: Cultura sem pessoas, seja ela dirigista, tranquilamente parada, activa e dinâmica, mais ou menos criativa e de criação mais ou menos imaginativa, não existe!

As pessoas são anónimas, profissionais, profissionais com nome, artistas e, deveriam ser, na sua maioria cidadãos da cultura.

Que cidadãos? Que Cultura? Tentemos encontrar razões de resposta.

Nada de novo se vai passar. Apenas um tempo, noventa minutos, em que pessoas interessadas na cultura das cidades, e das cidades de imaginação, vão ler citações de outras pessoas, comentá-las e construir, ou rever, ou reformar, ou recriar , … conceitos e atitudes perante a Cultura.

2. O funcionamento da oficina

O método a utilizar será muito simples: projecção de pequenas citações extraídas do universo de leituras da pessoa que coordena a sessão, que as comentará na sua linha integrada e de formação.

Depois, intervenções questionantes, perguntas directas da pessoa que coordena, levarão à emissão de outras leituras e interpretações pelas pessoas presentes.

O objectivo não é justapôr ideias ou deixar que estas vivam no vazio, mas conduzir a preparação teórico-intelectual e artística de cada um a expressar-se.

Não se procuram conclusões gerais, nem se tenta criar uma rede de ideias momentâneas, deixa-se, simplesmente, que se construam e cada um registe, com imaginação, ideias aplicáveis a pessoas.

Quem participa em todo este processo são pessoas, que querem tornar as cidades criativas e, por isso, dos cidadãos da cultura.

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