O SOUVENIR como objecto crítico da cidade

Tratar-se-á de criar um objecto crítico através do formato [SOUVENIR] de cada um dos lugares de procedência dos participantes ao workshop, evidenciando nele, novos caracteres, processos, oportunidades, delitos urbanísticos… das cidades que representam. Cada um dos objectos terá em si uma ficha associada na qual se explica a intenção abordada com o objeto.

Os materiais e as técnicas são livres e podem variar: desde a modificação de souvenirs já existentes, a criação de novos produtos (Chávenas com cabeças do Quixote, coadores ou JUST DO IT como forma de vida), conversão de objectos recolhidos nos lugares visitados em souvenirs (tais como porta-chaves tijolo para promover os excessos imobiliários)… de maneira que estes novos souvenirs da cidade se tornem objectos críticos da realidade que representam.

Seria conveniente infiltrar os ditos souvenirs dentro dos circuitos existentes: lojas especializadas e pequenos comércios, uma Loja barata ou uma feira…

Alguns exemplos:

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Transformação de um souvenir photorama de animais do zoo de Madrid e conversão num tour fotográfico através da Cañada Real, o maior assentamento ilegal de Europa.

ABANICO “NUEVO SKYLINE DE MADRID”

LEQUE “NOVO SKYLINE DE MADRID”

Transformação de um souvenir – leque de “O urso e o medronho” para convertê-lo no novo Skyline de Madrid. Intervenções urbanísticas, tais como a das torres de Real Madrid, supõem alterações muito importantes dentro das cidades como a poli-nucleação ou a alteração do skyline da cidade.

Traz um souvenir crítico da tua cidade

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Souvenir [http://es.wikipedia.org/wiki/Souvenir]

“Um Souvenir (vem do francês, lembrança) é um objecto que entesoura as memórias que estão relacionadas com ele. Por exemplo, se um viajante comprar um souvenir durante umas férias memoráveis, ele ou ela associarão muito provavelmente o souvenir às férias. Recordará esse momento especial cada vez que ele ou ela vir a lembrança.”

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O Souvenir apresenta uma componente de identidade directa em relação com as cidades que representa. Materializa uma série de ideias ou lugares preferentes da cidade num só objecto ou num conjunto de objectos.

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A estátua da Liberdade em Nova Iorque, um chapéu de Texas para Kansas City ou uma T-shirt de baseball em Chicago, mostram as diferentes identidades com respeito às cidades que representam: lugares representativos, eventos ou organismos de dentro podem ser o fruto de um souvenir que represente “ambientes” de certa importância na cidade.

Podemos gerar novos souvenirs críticos da cidade que evidenciem novos processos, lugares, problemas, parâmetros de conduta, etc… dentro das cidades?

A potência visual, analítica e () do souvenir confere-lhe uma capacidade crítica criativa muito importante e é facilmente reconhecível por qualquer observador.

Sexta-feira, 13 de novembro, 12h30 – 14h00

Talleres